Promotores acham que internação compulsória para usuários de Crack não resolve problema

crack psiquiatriaO Ministério Público do Rio realizou audiência pública esta semana com representantes da prefeitura, governo do estado, especialistas e sociedade civil, onde chegou-se a um consenso: a internação compulsória de usuários de crack está muito longe de ser a solução para o problema.

Após o encontro, o secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, que esteve no evento, prometeu apresentar novo projeto de combate ao crack ainda este ano.

“O Ministério Público é contra a forma como o caso está sendo tratado pelo governo e a favor da lei já existente, que prevê a internação compulsória apenas em última instância”, explicou a promotora Anabelle Macedo.

De acordo com a maioria dos presentes, mais do que uma violação dos direitos humanos, a internação compulsória é uma medida ineficaz no tratamento de quem sofre da dependência química.

“Os números estão aí. Em 97% dos casos onde há internação compulsória, o dependente químico não se livra do vício. O usuário de crack não precisa sair do convívio social. Ele já é desprovido de liberdade e precisa ser reinserido na sociedade, com tratamento adequado, moradia e emprego”, explica Aldo Zaiden, representante do governo federal.

Fonte: O Dia

Sobre Dr. Stevin Zung

Médico Psiquiatra. Diretor Técnico do Hospital João Evangelista. Mestrado e Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra Pesquisador do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP. Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP. Residência Médica em Psiquiatria pela Santa Casa de São Paulo. Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná - UFPR.
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Uma resposta para Promotores acham que internação compulsória para usuários de Crack não resolve problema

  1. Miriam Regina De Oliveira Da Silva disse:

    Quem melhor para falar de dependência química, que a mãe de um dependente de CRACK. Meu filho usa crack. Se tivesse dinheiro com toda certeza, colocaria meu filho em uma internação compulsória. Porque como disse o médico psiquiatra, Dr Ronaldo Laranjeiras, ( Quem usa crack só pensa em usar crack) . E essa história de congressos, para se discutir o problema de usuários de crack, é um grande engodo. Não existe politica para dependência de crack, nem de drogadição. Se existe alguma ajuda alguém por favor me diga onde ela está, ou como faço para ter essa ajuda. Porque por várias vezes levei meu filho no ps do Hospital São Paulo, lá ficando amarrado em uma maca no corredor, sedado, e depois de dois dias mesmo ele pedindo ajuda para ser internado, saiu de alta, e os médicos totalmente sem informação. O que mais escuto nessa situação é: NÃO existe clínica gratuita, não tem onde internar dependente de drogas. Só pagando e muito caro. Eu fico muito decpcionada ao ver essa corja de politicos indo na midia prá falar de dependente de crack. Me embrulha o estomago, tanta demagogia. Enquanto o governo finge que está preocupado, finge estar tomando atitudes no combate a esse cancêr que se chama crack, gastando com pessoas despreparadas, mal treinadas, com pranchetas nas mãos, nossos jovens estão morrendo. Estou a 15 anos lutando, sem dinheiro, para manter meu filho vivo. Até os remédios para diminuir a fissura da falta da droga são muito caros. E mais uma vez não são distribuidos de graça pelo governo. Meu filho foi ao CAPS, isso depois de esperar por mais de um mês pela primeira consulta. No CAPS passou por consulta com psiquiatra que receitou um remédio chamado Rispiridona. Ele ficou com movimentos robotizados. voltamos ao CAPS como a consulta seria para o próximo mês ficamos no corredor esperando a médica sair da sala onde estava para pedir que ela trocasse a medicação, após mais de quarenta minutos esperando na frente da porta ela nos atendeu, no corredor. Meu filho comunicou a médica que além de estar robotizado, o que era visível, ele também estava sem libido, impotente (ele é casado). E o pior , mesmo tomando a medicação, ele estava com muita vontade de usar crack, e se sentia preso ao corpo e com o cérebro pensando só no crack. Com visível má vontade ela disse que em 6 meses esses sintomas iriam sumir, e que não poderia trocar o remédio, ele parou de ir ao CAPS. Estou sempre a espera de uma noticia ruim, como foi preso ou morto. Hoje ele está preso no CDP de Pinheiros. Roubou um celular e foi preso. e o pior é que lá o que mais tem é droga. Não sei o que fazer. Estou a espera de um milagre. Desculpe este desabafo.

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