Pesquisadores brasileiros na vanguarda da investigação do cérebro mediúnico

Em ação inédita, pesquisadores da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade Federal de Goiás e da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia (EUA), se uniram para realizar uma investigação sobre o que revela o cérebro mediúnico durante o transe.

Foram selecionados dez médiuns brasileiros, quatro homens e seis mulheres, que aceitaram participar do experimento voluntariamente. Entre os pré-requisitos, não ter nenhum transtorno mental ou fazer uso de medicação psiquiátrica.

O estudo –  Realizado em 2008 e que só teve os resultados revelados agora – utilizou o método conhecido por Spect ou Tomografia Computadorizada de Emissão de Fóton Único e mapeou a atividade do cérebro com o fluxo sanguíneo durante o transe da psicografia.  As conclusões surpreenderam os pesquisadores: durante a psicografia os cérebros ativaram menos as áreas relacionadas ao planejamento e à criatividade. O resultado é compatível com a posição defendida pelos médiuns de que a autoria das psicografias não é deles, mas sim dos espíritos que supostamente enviam as mensagens.

O psiquiatra e coautor do estudo Alexander Moreira-Almeida, que recebeu o Prêmio Top Ten Cited, como o primeiro autor do artigo mais citado na Revista Brasileira de Psiquiatria (RBP), com Francisco Lotufo Neto e Harold G Koenig, explica que este foi o primeiro estudo realizado no mundo sobre experiências mediúnicas com a investigação do cérebro. “A pesquisa vai permitir testar a hipótese materialista de que a personalidade seja um produto do cérebro”, explica.

Sobre suposta teoria de que a ciência poderá ajudar a justiça a desvendar crimes, Alexander Moreira-Almeida diz que a análise do funcionamento do cérebro dos médiuns merece mais estudo e atenção, contudo, o primeiro passo já foi dado. “É preciso investigar seriamente, mas estamos no caminho certo. Ainda não é possível afirmar o que poderá ajudar no futuro, mas agora destacamos que o Brasil está preparado para atuar nessa área”, finalizou.

Fonte: ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria)

Sobre Dr. Alexandre B. Chehin

Médico Psiquiatra e Diretor Clínico do Hospital João Evangelista. Pós–graduando do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP–EPM). Especialização em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP. Residência em Psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP–EPM). Graduação em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP–EPM)
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