ABP entra na luta para universalizar o uso da EMT (Estimulação Magnética Transcraniana)

A Associação Brasileira de Psiquiatria apresentou à Câmara Técnica Permanente da CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) solicitação para que fosse incluído no rol de procedimentos a Estimulação Magnética Transcraniana – EMT.

No documento apresentado a Jurandir Coan Turazi, presidente da Câmara Técnica, a ABP e a Comissão de Estudos, Divulgação e Desestigmatização do ECT e Neuromodulação apresentam as recomendações técnicas referentes à hierarquização, porte, custo operacional, indicações clinica e contraindicações.

Para o 1º Secretario da Associação Brasileira de Psiquiatria, Luiz Illafont Coronel, a inclusão da EMT no rol de procedimento da CBHPM vai corrigir uma distorção importante e garantir o acesso dos pacientes conveniados a uma técnica moderna e já aplicada com sucesso em países desenvolvidos. “Hoje a Estimulação Magnética Transcraniana está disponível apenas para pacientes que podem pagar o procedimento, com a inclusão na CBHPM os convênios passarão a remunerar o médico e o procedimento assim vamos conseguir universalizar a nova técnica. É importante lembrar que pelo menos 40 milhões de brasileiros têm acesso aos planos de saúde”, argumenta o psiquiatra.

Já Marco Antonio Marcolin, integrante da Comissão de Estudos, Divulgação e Desestigmatização do ECT e Neuromodulação, argumenta que Estimulação magnética transcraniana (EMT) é uma nova técnica capaz de estimular o cérebro humano com algumas vantagens sobre as já existentes. A EMT é indolor, não-invasiva, simples de ser aplicada e, mais importante, é considerada de baixo risco para pesquisas em seres humanos. Essa nova ferramenta tem sido proposta para ser usada como tratamento de diversas doenças neurológicas e psiquiátricas.

O psiquiatra Paulo Silva Belmonte de Abreu, que também faz parte da Comissão de Estudos, afirma que a Estimulação Magnética Transcraniana, embora seja uma técnica reconhecida, é pouco aplicada no Brasil. “Ela tem efeitos positivos na depressão, em psicoses que provocam alterações auditivas [como esquizofrenia], no tratamento da dor fantasma. Mesmo assim, poucos centros a usam, ainda tem muito preconceito”, avalia.
O 1º Secretário da ABP ressalta que a comunidade médica espera para o mais breve possível a inclusão da EMT no rol de procedimentos da CBHPM. “Só assim vamos poder garantir uma opção de tratamento eficiente e de alta resolutividade à população brasileira”.

Fonte: ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria)

Sobre Dr. Alexandre B. Chehin

Médico Psiquiatra e Diretor Clínico do Hospital João Evangelista. Pós–graduando do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP–EPM). Especialização em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP. Residência em Psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP–EPM). Graduação em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo – Escola Paulista de Medicina (UNIFESP–EPM)
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