Exercícios melhoram fertilidade em pessoas acima do peso.

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A atividade física pode trazer benefícios para a fertilidade, principalmente para aquelas pessoas que estão acima do peso. 

Embora diversos estudos apontem que exercícios físicos em excesso podem prejudicar a fertilidade, isso não quer dizer que eles devem ser evitados por quem quer engravidar – pelo contrário. A atividade física também pode trazer benefícios para a fertilidade, principalmente para aquelas pessoas que estão acima do peso. 

A fertilidade é uma função do corpo como outra qualquer. “Em um corpo bem equilibrado, as funções costumam ser melhores”, explica Paulo Bianchi, coordenador da unidade Samaritano do Centro Reprodutivo Huntington, de São Paulo. A atividade física pode ajudar a fertilidade mantendo o corpo em um estado de equilíbrio. “Ela mantém a pessoa num nível de fertilidade compatível com a idade”, diz. 

Embora o exercício físico não faça mal na maioria dos casos, os grandes benefícios são observados nas pessoas acima do peso ideal. 

A relação da obesidade com problemas de fertilidade é bem conhecida. No homem, o excesso de gordura diminui a produção de espermatozoides e piora sua mobilidade. Na mulher, pode desequilibrar a ovulação e até mesmo interromper os ciclos menstruais. 

Com a perda de peso, haveria a correção dessas alterações – caso o peso seja o fator principal da infertilidade. “Não dá para dizer que todos os obesos têm dificuldades para engravidar, mas quando há obesidade e problemas de ovulação ou de espermatozoides, pode haver beneficio no tratamento com exercícios”, afirma Paulo. 

Nas clínicas de reprodução, a perda do peso é recomendada em determinados casos. “As pessoas com obesidade não têm uma resposta tão boa quanto as que não têm sobrepeso. Se for possível reduzir o peso, a gente recomenda. Mas, pela idade, às vezes não dá tempo de tratar a obesidade”, comenta o médico. 

O tipo e a intensidade dos exercícios variam. “É o preparador físico quem vai regular, de acordo com a pessoa. O importante é o exercício adequado para o tipo dela”, diz Paulo. O ideal é que o casal esteja com os índices de massa corporal (IMC) dentro do indicado – de 19 a 24 para as mulheres e de 20 a 25 para os homens. 

Paulo relembra também a importância do nutricionista na perda do peso. “É uma questão interdisciplinar, que envolve diversos profissionais”, afirma. 

Contraindicação

A atividade física pode não ser tão boa para as mulheres durante o tratamento para reprodução assistida. Com a estimulação da ovulação, há o aumento do ovário, que fica mais pesado, e cresce a possibilidade de ocorrer uma torção ovariana por impacto do exercício. “São casos muito raros, mas pode acontecer”, conta. 

Após a transferência do embrião, os médicos costumam também pedir a redução dos exercícios. “Não há muita evidência sobre isso, mas, por ser um processo um pouco mais difícil, a gente pede um pouco de repouso”, diz o especialista. 

Além disso, a questão psicológica também entra em jogo. “Como costumam ser pessoas mais fragilizadas emocionalmente, elas vão se culpar se acontecer alguma coisa. Elas mesmas sentem que não devem fazer exercício”, diz.

 

Fonte: Portal Educação Física

Sobre Juliana Sartore

Educadora Física no Hospital João Evangelista e Hospital Dia. Pós-graduada em Atividade Física Adaptada e Saúde (UNIFMU) e Psicomotricidade (UCAMPROMINAS).
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