Conflitos em família levam a abandono de pacientes idosos em hospitais

Mágoas e conflitos familiares antigos são as principais razões que levam as famílias a abandonar parentes nos hospitais.

“Muitos são casos de alcoolismo, em que o pai ou mãe abandonou a família no passado. Há muita dor mal resolvida”, diz a assistente social Marcia Alves, do Hospital D. Pedro 2º.

O Estatuto do Idoso diz que o abandono de idosos em hospitais constitui crime. O familiar pode ser punido com detenção de seis meses a três anos e multa. “Mas é muito difícil punir um filho que agora não quer o pai porque, no passado, foi abandonado, maltratado”, pondera a promotora Cláudia Beré.

No hospital de Suzano, houve sete casos em que a promotoria pública interveio. Em um deles, o município foi obrigado a custear uma casa de repouso a um idoso sem família que estava de alta desde 2009.

No D. Pedro 2º, 77% dos pacientes sem família são idosos. Muitos usam cadeiras de roda. “Para esses, a situação é ainda pior porque não há albergues públicos para recebê-los”, diz Sueli Luciano Pires, diretora-técnica.

“Não dá para abrir o portão e colocá-los para fora. Para muitos deles, o hospital passou a ser a única referência de vida”, diz.

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, foi criado um grupo de estudo para encontrar soluções para os casos de idosos abandonados em hospitais.

Fonte: Folha de São Paulo

Sobre Dr. Stevin Zung

Médico Psiquiatra. Diretor Técnico do Hospital João Evangelista. Mestrado e Doutorado pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra Pesquisador do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP. Especialista em Psiquiatria pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP. Residência Médica em Psiquiatria pela Santa Casa de São Paulo. Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná - UFPR.
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2 respostas para Conflitos em família levam a abandono de pacientes idosos em hospitais

  1. aparecida gallo disse:

    Dr, Steving Zung, Bom dia.. é um paradoxo, tudo isto.
    Quando eu fiquei internada ai no hoje, a primeira internação foi na parte do sus, conheci pessoas, que nunca vai sair da minha memória a Julia , Maria José, esquecida ai a mais de 15 anos..alguns colegas que por alcolismo como o Mario encontrei na segunda internação 02 anos depois ai eu já estava no convênio.
    Ai eu penso nos meus filhos, que teve um pai maravilhosos , nos primeiros anos de vida, depois foi para o alcolismos, drogas, violência em casa ( agredir a mãe) outras coisas prefiro deixar para lá agora.. foram 07 internações em boas clinicas ele trabalhava no metro, está parte de depêndencia quimica o metrô faz um bom trabalho, tive que ir embora com meus filhos para não ver a degradação do Pai, e a nossa tambêm… ele morreu na rua,, longe dos filhos,, eu evito o assunto..mas ainda dói..será que isto vai afetar meus filhos um dia.
    Eu nunca falo mal do pai, apenas as coisas boas,,,,, eles evitam falar dele..
    Ele desancarnou em 2006, foi um dia muito difícil, eu me senti muito mal, mas ficamos sabendo
    apenas no dia seguinte, agora tenho certeza ele está berm.
    abraços Dr. fique bem na paz de jesus!!!

  2. Edite de Moraes disse:

    Obrigada pelo artigo. Foi de grande importância, pois me subsidiou em uma pesquisa que estou realizando sobre o abandono do idoso em hospitais, através da qual irei construir meu TCC. Sou acadêmica do curso de Serviço Social e estou impressionada com a quantidade de idosos que se encontram em situação de abandono.

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